O Go Horse - e/ou "Go Horse Process" - é uma sátira a metodologia usada por muitos, principalmente aplicado no desenvolvimento de software. Ela na verdade é uma crítica ao que muitos desenvolvedores costumam fazer.

Mesmo pessoas com mais experiência tem momentos em que aplicam a metodologia “Go Horse” ou “Extreme Go Horse”.

  • Preguiça/relaxo.
  • Não se preocupar com correções ou melhoramentos futuros, pois acreditam que aquilo é definitivo.
  • Se preocupar com prazo, mas não com o funcionamento ou segurança.
  • Tudo isso geralmente acompanhado de gambiarras.

Entenda que o Go Horse (e o eXtreme GHorse) não é algo para ser feito, é algo que se você vai ler e vai servir para entender que o não deve fazer, como disse antes é uma crítica ao que muitos desenvolvedores acabam por fazer.

  • Go Horse = vai cavalo
  • Go Horse Process = processo "vai cavalo"
  • eXtreme Go Horse = vai cavalo extremo

O Extreme Go Horse é a metodologia que sugere quais processos devem ser executados para se atingir as metas do projeto, onde praticamente a única métrica de qualidade é "está funcionando?".

Veja alguns links que você pode ler sobre o processo. A ideia dessas camisetas é alegrar, divertir e satirizar o processo Go Horse. Quem tem coragem, usa na empresa essa camiseta.

Veja mais sobre o processo no link http://www.gohorseprocess.com.br/extreme-go-horse-(xgh). A lista abaixo foi retirada desse site.

  1. Pensou, não é XGH.
    XGH não pensa, faz a primeira coisa que vem à mente. Não existe segunda opção, a única opção é a mais rápida.
  2. Existem 3 formas de se resolver um problema, a correta, a errada e a XGH, que é igual à errada, só que mais rápida.
    XGH é mais rápido que qualquer metodologia de desenvolvimento de software que você conhece (Vide Axioma 14).
  3. Quanto mais XGH você faz, mais precisará fazer.
    Para cada problema resolvido usando XGH, mais uns 7 são criados. Mas todos eles serão resolvidos da forma XGH. XGH tende ao infinito.
  4. XGH é totalmente reativo.
    Os erros só existem quando aparecem.
  5. XGH vale tudo, só não vale dar o ****.
    Resolveu o problema? Compilou? Commit e era isso.
  6. Commit sempre antes de update.
    Se der merda, a sua parte estará sempre correta e seus colegas que se *****.
  7. XGH não tem prazo.
    Os prazos passados pelo seu cliente são meros detalhes. Você SEMPRE conseguirá implementar TUDO no tempo necessário (nem que isso implique em acessar o BD por um script maluco).
  8. Esteja preparado para pular fora quando o barco começar a afundar... ou coloque a culpa em alguém ou algo.
    Pra quem usa XGH, um dia o barco afunda. Quanto mais o tempo passa, mais o sistema vira um monstro. O dia que a casa cair, é melhor seu curriculum estar cadastrado na APInfo, ou ter algo pra colocar a culpa.
  9. Seja autêntico, XGH não respeita padrões.
    Escreva o código como você bem entender, se resolver o problema, commit e era isso.
  10. Não existe refactoring, apenas rework.
    Se der merda, refaça um XGH rápido que solucione o problema. O dia que o rework implicar em reescrever a aplicação toda, pule fora, o barco irá afundar (Vide Axioma 8).
  11. XGH é totalmente anárquico.
    A figura de um gerente de projeto é totalmente descartável. Não tem dono, cada um faz o que quiser na hora que os problemas e requisitos vão surgindo (Vide Axioma 4).
  12. Se iluda sempre com promessas de melhorias.
    Colocar TODO no código como uma promessa de melhoria ajuda o desenvolvedor XGH a não sentir remorso ou culpa pela ****** que fez. É claro que o refactoring nunca será feito (Vide Axioma 10).
  13. XGH é absoluto, não se prende à coisas relativas.
    Prazo e custo são absolutos, qualidade é totalmente relativa. Jamais pense na qualidade e sim no menor tempo que a solução será implementada, aliás… não pense, faça!
  14. XGH é atemporal.
    Scrum, XP… tudo isso é modinha. O XGH não se prende às modinhas do momento, isso é coisa de *****. XGH sempre foi e sempre será usado por aqueles que desprezam a qualidade.
  15. XGH nem sempre é POG.
    Muitas POG’s exigem um raciocínio muito elevado, XGH não raciocina (Vide Axioma 1).
  16. Não tente remar contra a maré.
    Caso seus colegas de trabalho usam XGH para programar e você é um coxinha que gosta de fazer as coisas certinhas, esqueça! Pra cada Design Pattern que você usa corretamente, seus colegas gerarão 10 vezes mais código podre usando XGH.
  17. O XGH não é perigoso até surgir um pouco de ordem.
    Este axioma é muito complexo, mas sugere que o projeto utilizando XGH está em meio ao caos. Não tente por ordem no XGH (Vide Axioma 16), é inútil e você pode jogar um tempo precioso no lixo. Isto fará com que o projeto afunde mais rápido ainda (Vide Axioma 8). Não tente gerenciar o XGH, ele é auto suficiente (Vide Axioma 11), assim como o caos.
  18. O XGH é seu brother, mas é vingativo.
    Enquanto você quiser, o XGH sempre estará do seu lado. Mas cuidado, não o abandone. Se começar um sistema utilizando XGH e abandoná-lo para utilizar uma metodologia da moda, você estará ******. O XGH não permite refactoring (vide axioma 10), e seu novo sistema cheio de frescurites entrará em colapso. E nessa hora, somente o XGH poderá salvá-lo.
  19. Se tiver funcionando, não rela a mão.
    Nunca altere, e muito menos questione um código funcionando. Isso é perda de tempo, mesmo porque refactoring não existe (Vide Axioma 10). Tempo é a engrenagem que move o XGH e qualidade é um detalhe desprezível.
  20. Teste é para os fracos.
    Se você meteu a mão num sistema XGH, é melhor saber o que está fazendo. E se você sabe o que está fazendo, vai testar pra que? Testes são desperdício de tempo, se o código compilar, é o suficiente.
  21. Acostume-se ao sentimento de fracasso iminente.
    O fracasso e o sucesso andam sempre de mãos dadas, e no XGH não é diferente. As pessoas costumam achar que as chances do projeto fracassar utilizando XGH são sempre maiores do que ele ser bem sucedido. Mas sucesso e fracasso são uma questão de ponto de vista. O projeto foi por água abaixo mas você aprendeu algo? Então pra você foi um sucesso!
  22. O problema só é seu quando seu nome está no Doc da classe.
    Nunca ponha a mão numa classe cujo autor não é você. Caso um membro da equipe morra ou fique doente por muito tempo, o barco irá afundar! Nesse caso, utilize o Axioma 8.